Vivemos uma volta dos comandos de caça aos comunistas. Blogueiros se refestelam criticando os terroristas do período da ditadura militar, a Folha vem com a ditabranda e por aí vai. Esquecemos dos fatos. E os fatos são que a 1 de abril de 1964 um governo constitucional foi derrubado pela força por militares que quebraram a hierarquia (o seu comandante maior era o presidente constitucional). Após isto, diversos políticos eleitos foram cassados. Os violadores da ordem constitucional prometeram algo temporário, mas mentiram. Protestos pacíficos foram sufocados a bala, e brasileiros inocentes e desarmados, como Edson Luís e os 28 da Sexta-Feira Sangrenta foram mortos. Enfim, a sociedade foi proibida de se manifestar. A discórdia era punida com prisões, cassações, etc. Quando tal ocorre, quando as pessoas não podem dar sua opinião, uma reação comum é partir para a luta armada e atentados. Ocorreu aqui, como ocorreu na França ocupada, em Israel sob mandato inglês, na Guerra da Independência americana, na Tchetchênia, em Kronstadt, e em diversos lugares em que os detratores de hoje não cogitam terrorismo.
Como todo o governo autoritário, a reação não se restringiu aos limites da lei e incluiu ilegalidades, mesmo se considerados os regulamentos dos criminosos (os ditadores).
Esta é a verdade, e não se lembrar dela nos coloca em risco de novos golpes.
quarta-feira, 10 de março de 2010
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